Vereador Jorge Canella é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal
Por Redação

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (22), um mandado de busca e apreensão contra o vereador do Rio Jorge Canella (União Brasil). A medida, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), é um desdobramento da investigação sobre o fuzil encontrado no veículo do ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella, em julho deste ano.
As buscas também chegaram à Câmara Municipal do Rio, onde Jorge Canella exerce seu primeiro mandato. O parlamentar, cujo nome civil é Jorge Eduardo Barreto de Andrade Filho, é policial militar e foi eleito em 2024 com 19.353 votos.
A nova frente da investigação busca esclarecer a origem e o caminho percorrido pelo armamento até ele ser localizado no carro do ex-prefeito. A suspeita apurada é de que Jorge Canella teria conseguido o acautelamento do fuzil dentro da própria Polícia Militar.
O acautelamento é o procedimento administrativo que permite que uma arma pertencente à corporação fique sob a responsabilidade de determinado agente. A existência da cautela, isoladamente, não representa irregularidade. A PF pretende verificar quem solicitou e autorizou a retirada do armamento, para qual finalidade ele foi destinado e em quais circunstâncias acabou no veículo de Márcio Canella.
O fuzil calibre 5,56 foi apreendido no dia 7 de julho, durante a sexta fase da Operação Unha e Carne. Na ocasião, a Polícia Federal cumpria mandados relacionados a uma investigação sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, com a possível participação de agentes públicos.
Márcio Canella foi preso em flagrante após a localização da arma. A defesa alegou que o fuzil pertencia à Polícia Militar e era utilizado por um integrante da equipe responsável pela segurança do político.
Dias depois, Alexandre de Moraes determinou a soltura do ex-prefeito, mas ressaltou que as explicações sobre a propriedade e a utilização do armamento ainda precisariam ser esclarecidas ao longo das investigações.
A ação realizada nesta terça-feira pretende aprofundar a apuração sobre a participação de Jorge Canella no processo de acautelamento e verificar se todos os procedimentos administrativos foram cumpridos.
Até o momento, a Polícia Federal não informou quais materiais foram recolhidos durante as buscas na Câmara do Rio. O cumprimento do mandado não representa condenação, e as responsabilidades ainda estão sendo apuradas.
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