PF faz buscas na casa de Ricardo Abrão em investigação sobre compra de votos
Por Redação

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta quinta-feira (3), um mandado de busca e apreensão na residência do deputado federal Ricardo Abrão (PSDB-RJ), localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
A medida foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e faz parte de uma investigação sobre um suposto esquema de compra de votos em Nilópolis, na Baixada Fluminense, durante as eleições municipais de 2024.
O caso começou a ser apurado depois que 24 pessoas foram presas em flagrante na véspera do primeiro turno. Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava como cabo eleitoral da campanha do atual prefeito de Nilópolis, Abraão Davi Neto, conhecido como Abraãozinho (PL), primo de Ricardo Abrão.
Na ocasião, os agentes encontraram R$ 63 mil em espécie, além de listas com nomes de eleitores. A suspeita é de que o dinheiro seria utilizado para comprar votos. Um veículo adesivado com propaganda eleitoral e uma pistola acompanhada de dois carregadores também foram apreendidos.
O avanço das investigações levou a Polícia Federal a deflagrar, em fevereiro de 2025, a Operação Astreia. Durante essa fase, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, incluindo um endereço ligado a Abraãozinho.
Na casa do prefeito, os agentes apreenderam R$ 172 mil em dinheiro, além de celulares, documentos e outras mídias. A apuração envolve suspeitas de corrupção eleitoral, uso de candidaturas consideradas laranjas, fraude à cota de gênero, apropriação de recursos do financiamento eleitoral e lavagem de dinheiro.
Na época, Abraãozinho negou as acusações e declarou que estava à disposição da Justiça.
Advogado e empresário, Ricardo Abrão tem 53 anos e já presidiu a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis. Ele também exerceu dois mandatos como deputado estadual na Alerj e foi secretário municipal de Ação Comunitária do Rio.
O parlamentar assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados em abril de 2025, após a cassação do mandato de Chiquinho Brazão.
Até a última atualização da reportagem, a defesa de Ricardo Abrão e o PSDB ainda não haviam se manifestado. O espaço permanece aberto.
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