Ex-chefe da Polícia Civil tem prisão mantida em investigação sobre esquema bilionário
Por Redação

A Justiça decidiu manter atrás das grades o delegado Marcus Vinícius Amim Fernandes, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16), durante audiência de custódia, um dia após sua prisão pela Polícia Federal.
Amim é investigado por suspeita de participação em um esquema bilionário de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos, utilizando uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio.
Segundo a Polícia Federal, o delegado teria utilizado sua influência em cargos estratégicos da segurança pública para oferecer proteção institucional à organização criminosa investigada.
A prisão ocorreu durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que também levou à prisão do deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo.
As ordens de prisão foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A operação também atingiu empresas suspeitas de integrar o esquema, incluindo dezenas de postos de combustíveis.
Marcus Amim, que já comandou a Polícia Civil e presidiu o Detran-RJ, permanece preso preventivamente enquanto as investigações avançam. Sua defesa informou que aguardava acesso à decisão judicial para prestar esclarecimentos.
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