Marco Rubio arquitetou fuga de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos
Por Redação

A saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, após a derrota nas eleições presidenciais, ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (27). O empresário mexicano Simón Levy, que se apresenta como interlocutor do presidente norte-americano Donald Trump, afirmou que o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, teria sido o responsável por planejar a operação para levar o senador ao território americano.
A declaração foi publicada por Levy na rede social X. Segundo ele, Rubio estaria por trás da estratégia que permitiu a saída de Flávio do país. O empresário também afirmou que uma operação de proteção estaria em andamento nos Estados Unidos para garantir a segurança do parlamentar.
Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a viagem teria sido organizada às pressas por um grupo restrito de aliados brasileiros e norte-americanos, que trabalharam para manter o plano em sigilo.
A expectativa entre aliados é de que o senador siga para a Flórida, onde poderá solicitar asilo político ao governo de Donald Trump. Também existe a possibilidade de um encontro com Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que vive nos Estados Unidos.
A movimentação ocorreu depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a entrega dos passaportes do senador à Polícia Federal. Segundo informações divulgadas, a ordem não teria sido cumprida dentro do prazo estabelecido.
A saída do parlamentar também provocou repercussão entre autoridades e lideranças políticas brasileiras. Ainda existem informações divergentes sobre o trajeto utilizado pelo senador, especialmente em relação a uma possível passagem pela Argentina.
Até o momento, não há confirmação oficial do governo dos Estados Unidos de que Marco Rubio tenha participado do planejamento da viagem. A acusação é baseada nas declarações de Simón Levy. Também não foi confirmada oficialmente a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro.
O episódio amplia a repercussão política em torno do senador, apenas dois dias depois de sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
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