Mulher é assassinada a tiros e namorado é o principal suspeito do crime
Por Redação

Uma discussão envolvendo o fim de um relacionamento terminou com a morte de Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, na noite desta terça-feira (27), em Rifaina, no interior de São Paulo. A jovem foi atingida por um tiro na cabeça, e o principal suspeito é seu namorado, o pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, 38 anos mais velho que a vítima.
Natural de Perdizes, em Minas Gerais, Priscila havia viajado até a cidade paulista para devolver uma caminhonete pertencente ao companheiro. Temendo pela própria segurança, ela pediu que o irmão e uma amiga a acompanhassem, já que havia relatado episódios de agressões e ameaças durante o relacionamento.
Segundo o boletim de ocorrência, o encontro aconteceu próximo à entrada de uma propriedade rural, às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334). Durante a conversa, o casal começou a discutir por causa de um aparelho celular. O homem também teria demonstrado ciúmes e acusado a jovem de manter um relacionamento com outra pessoa.
Testemunhas contaram à polícia que Priscila manifestou o desejo de ir embora e encerrar o relacionamento. Em meio à discussão, o pecuarista teria sacado uma arma e disparado contra a cabeça da jovem.
O irmão da vítima presenciou o crime e também teria sido ameaçado pelo suspeito, que apontou a arma em sua direção antes de fugir utilizando a caminhonete que Priscila havia levado para devolver.
A jovem foi socorrida pelo próprio irmão e encaminhada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu à gravidade do ferimento.
Em depoimento, uma amiga revelou que Priscila já havia sido agredida pelo companheiro poucos dias antes do assassinato. Segundo ela, o homem chegou a ameaçar dar um tiro na cabeça da jovem e teria contratado pessoas para acompanhar seus movimentos.
A testemunha contou ainda que Priscila demonstrava medo do namorado e estava preocupada com o encontro marcado para devolver o veículo. Por esse motivo, decidiu acompanhá-la junto com o irmão.
O relacionamento entre os dois teria começado em julho deste ano. A diferença de idade era de 38 anos.
A Polícia Civil registrou o assassinato como feminicídio e realiza buscas para localizar João Roberto Bolelli, que fugiu após o crime. O celular da vítima foi apreendido para perícia, e os investigadores analisam os depoimentos das testemunhas para esclarecer as circunstâncias do assassinato.
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