Prisão de Márcio Canella repercute na Alerj e amplia crise política
Por Redação

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) volta a enfrentar os reflexos de uma investigação policial envolvendo um de seus integrantes eleitos. Desta vez, o centro das atenções é Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo e segundo deputado estadual mais votado nas eleições de 2026.
Canella foi preso pela Polícia Federal nesta quinta-feira (15), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis e possíveis ligações com organizações criminosas.
A prisão ocorre após outros episódios envolvendo políticos ligados à Assembleia, como Rodrigo Bacellar, TH Joias e Thiago Rangel, todos alvos de investigações policiais.
Segundo a PF, a organização investigada teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. A operação também resultou na prisão do ex-secretário de Polícia Civil Marcus Amim e de quatro policiais civis.
Eleito com 197.178 votos, Canella ainda enfrenta um recurso do Ministério Público Eleitoral no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderá afetar sua diplomação e a composição da próxima legislatura.
A defesa do político informou inicialmente que ainda não havia tido acesso integral à decisão judicial. As investigações continuam.
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