PF investiga contratos de R$ 200 milhões e faz novas buscas contra deputado do Rio
Por Redação

Uma investigação envolvendo contratos milionários destinados à castração de animais no estado do Rio de Janeiro voltou a colocar o deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB) na mira da Polícia Federal. Na manhã desta terça-feira (27), agentes realizaram uma nova operação para aprofundar as apurações sobre possíveis irregularidades em licitações do governo estadual.
A ação corresponde à segunda fase da Operação Castratio e contou com o cumprimento de cinco mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Rio de Janeiro e em Niterói. Um dos locais visitados pelos policiais foi o escritório do parlamentar.
As medidas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo é avançar na investigação sobre a possível atuação de uma organização criminosa dentro da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
De acordo com a Polícia Federal, os contratos investigados foram firmados para a prestação de serviços de castração e esterilização de cães e gatos. Os valores envolvidos chegam a aproximadamente R$ 200 milhões, e os investigadores apuram indícios de direcionamento de licitações, superfaturamento e outras irregularidades na contratação de empresas privadas.
Marcelo Queiroz já havia sido alvo da primeira fase da operação, realizada em maio deste ano. Na ocasião, agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão, e o celular do deputado foi recolhido enquanto ele estava no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, prestes a embarcar para Brasília.
O parlamentar comandou a Secretaria Estadual de Agricultura entre 2019 e 2022, período que abrange parte das contratações investigadas. A Polícia Federal busca esclarecer se houve participação de agentes públicos e empresários em um esquema destinado a favorecer empresas responsáveis pelos serviços.
Na primeira fase da investigação, a defesa de Marcelo Queiroz negou irregularidades, classificou as acusações como infundadas e afirmou que o parlamentar estava à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos.
A nova operação amplia as diligências sobre os contratos públicos e busca reunir elementos que permitam identificar eventuais responsabilidades. Até o momento, a realização das buscas não representa condenação dos investigados.
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