Casos de Mpox preocupam no Rio; saiba os sintomas e como se proteger
Por Redação

O estado do Rio de Janeiro registrou 211 casos confirmados de Mpox em 2026, superando os 119 diagnósticos contabilizados durante todo o ano passado. O aumento chama a atenção das autoridades de saúde, principalmente após a concentração de novos casos nos meses de setembro e outubro.
Segundo dados do Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (CIEVS), divulgados até 1º de novembro, o estado ainda contabilizava 117 casos em investigação. Não foram registradas mortes pela doença em 2025 ou 2026.
Na capital fluminense, foram confirmados 167 casos neste ano, contra 94 em todo o ano de 2025. Somente em setembro e outubro, a cidade registrou 74 diagnósticos, enquanto no mesmo período do ano passado foram dez.
Ex-secretário de Saúde faz alerta
O deputado federal Daniel Soranz, ex-secretário municipal de Saúde do Rio, alertou para o aumento da circulação do vírus e a importância do diagnóstico precoce.
Segundo Soranz, dez pacientes estavam internados com a doença no Rio no momento de seu alerta, divulgado no fim de outubro.
O parlamentar também cobrou do Ministério da Saúde a ampliação da vacinação contra a mpox, diante da disponibilidade limitada de doses para os grupos prioritários.
Quais são os sintomas da mpox?
A mpox é uma doença infecciosa causada por um vírus que pode provocar lesões na pele e nas mucosas.
Os principais sintomas incluem:
– Febre e dores no corpo;
– Cansaço e mal-estar;
– Ínguas, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha;
– Bolhas, feridas ou lesões na pele;
– Lesões nas regiões genital, anal ou oral.
Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Em alguns casos, as lesões aparecem sem febre ou outros sinais iniciais.
Como ocorre a transmissão?
O vírus é transmitido principalmente pelo contato físico próximo com pessoas infectadas, especialmente quando há contato com lesões, secreções ou materiais contaminados.
A transmissão pode ocorrer durante relações sexuais, beijos e outros contatos íntimos, além do compartilhamento de toalhas, roupas e objetos contaminados.
O uso de preservativos pode reduzir alguns riscos, mas não oferece proteção completa contra a mpox, já que as lesões podem estar presentes em diferentes partes do corpo.
Como se prevenir?
A principal recomendação é evitar contato direto com lesões suspeitas e não compartilhar objetos pessoais com pessoas que apresentem sintomas.
Quem desenvolver feridas ou bolhas sem causa conhecida deve procurar uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, realização de exames.
Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem evitar contato físico próximo até que todas as lesões estejam completamente cicatrizadas, seguindo as orientações médicas.
Também é importante manter a higiene das mãos e dos ambientes utilizados por pessoas infectadas.
Vacinação e tratamento
Existe vacina contra a mpox, mas a imunização pelo Sistema Único de Saúde é direcionada a grupos específicos, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
No fim de outubro, a capital fluminense enfrentava falta de doses do imunizante, situação que motivou cobranças pela ampliação do abastecimento.
A maioria dos pacientes se recupera com acompanhamento clínico e tratamento dos sintomas. Entretanto, pessoas com imunidade comprometida, crianças e gestantes podem apresentar maior risco de complicações.
Onde procurar atendimento no Rio?
Pessoas com sintomas suspeitos podem buscar atendimento na rede pública de saúde.
Uma das referências no diagnóstico e acompanhamento da mpox é o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, localizado na Avenida Brasil, nº 4.365, em Manguinhos, na Zona Norte do Rio.
A unidade mantém atendimento especializado para casos suspeitos e confirmados.
As secretarias estadual e municipal de Saúde informaram que acompanham a evolução dos registros. Apesar do crescimento dos diagnósticos, as autoridades ainda não classificaram a situação como surto ou epidemia.
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