Mulher de 35 anos é perseguida e morta a tiros na Taquara
Por Redação

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) tenta esclarecer quem matou a líder comunitária Josiene Dias de Assunção Maia, de 35 anos, atacada a tiros enquanto dirigia pela Estrada do Guerenguê, na Taquara, Zona Sudoeste do Rio. O crime aconteceu na madrugada de domingo (30).
Josiene atuava em projetos sociais nas comunidades da Colônia Juliano Moreira e do Campo do Quinze, na região de Jacarepaguá. Ela também trabalhava com a campanha de Felipe Mendes Gonçalves de Oliveira, conhecido como Felipe Pampolha, candidato a deputado estadual.
Segundo familiares, a líder comunitária havia participado de uma festa e saiu para levar a sogra para casa. O ataque teria ocorrido quando ela retornava. Josiene estava em um Ford EcoSport preto e foi atingida no braço e no abdômen.
Informações obtidas durante a investigação apontam que mais de 50 disparos teriam sido feitos contra o veículo. A perícia encontrou indícios do uso de armas de calibres .40 e 9 milímetros.
Os investigadores ainda trabalham para reconstruir a dinâmica do assassinato. Relatos iniciais apresentaram versões diferentes. Algumas testemunhas disseram que um carro emparelhou com o veículo de Josiene e que uma pessoa desembarcou para atirar. Outros depoimentos indicam que os autores estavam em motocicletas.
A Polícia Civil procura imagens de câmeras de segurança instaladas ao longo do trajeto. O material poderá ajudar a esclarecer se a vítima foi perseguida, quantas pessoas participaram do ataque e qual veículo foi utilizado pelos criminosos.
A atuação comunitária de Josiene também será analisada. Em 2023, ela prestou depoimento como testemunha em uma investigação sobre a cobrança ilegal de taxas por milicianos na Colônia Juliano Moreira. Na época, vendedores ambulantes, manicures e entregadores estariam entre os trabalhadores obrigados a pagar ao grupo criminoso.
A DHC também apura informações de que Josiene teria recebido ameaças antes de ser morta. Apesar disso, ainda não existe confirmação de que o depoimento prestado em 2023, sua atividade política ou as disputas territoriais da região tenham relação com o assassinato.
A principal linha de investigação considera a possibilidade de uma execução, mas a autoria e a motivação permanecem desconhecidas. Josiene deixou a esposa e dois filhos.
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