Policiais militares do Rio são presos por cobrar propina de R$ 50
Por Redação

Um esquema que teria transformado o patrulhamento da Polícia Militar em um serviço privilegiado para estabelecimentos que pagavam propina voltou a ser alvo do Ministério Público do Rio nesta quinta-feira (10), em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Na sexta fase da Operação Patrinus, três mandados de prisão preventiva foram cumpridos contra policiais militares acusados de negociar pagamentos para direcionar o policiamento a uma clínica da região.
De acordo com a investigação, o estabelecimento fazia parte de um grupo de empresas chamadas pelos próprios envolvidos de “padrinhos”. Em troca dos pagamentos, os comerciantes teriam rotas de patrulhamento direcionadas e atendimento prioritário utilizando viaturas e outros recursos públicos da Polícia Militar.
Mensagens encontradas em celulares apreendidos durante a investigação mostram conversas sobre os repasses e cobranças de valores complementares que variavam entre R$ 50 e R$ 100.
Os fatos investigados teriam ocorrido entre setembro e outubro de 2021, quando os agentes atuavam no 39º BPM (Belford Roxo). Dois dos policiais atingidos pelos novos mandados já estavam presos por outras etapas da investigação. O terceiro foi localizado e preso em casa, no bairro Parque Rosário, em Nova Iguaçu.
Um dos denunciados já foi expulso da Polícia Militar.
A Operação Patrinus investiga desde 2024 suspeitas de corrupção envolvendo policiais na Baixada Fluminense. Fases anteriores já apuraram casos de cobrança por segurança privada durante o expediente, extorsão e até venda ilegal de armas apreendidas.
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